Já lá vão uns anos, cruzei-me com ela nos "Caminhos" do seu canto e encantei-me quando a vi e ouvi ao vivo num programa de rádio onde cantou os seus fados e contou para onde queria ir.
Era o primeiro disco de Célia Leiria cuja voz soava a fado.

Agora volta a gravar para (me) provar ser uma intérprete maior da música que elegeu como sua desde os primeiros tempos vividos no Ribatejo entre a lezíria, o rio, as tradições antigas e as memórias do fado.
Ei-la de regresso com os fados da sua eleição, povoados aqui e além pela revisitação de marchas que enchem Lisboa quando o tempo é de festa, mas também com desafios que enfrenta com sensibilidade e bom gosto.

Ouça-se "Até ao fim" onde um violoncelo envolve a sua voz, ou "Não digas que sou

tua" com um acordeão a remeter para outras geografias para melhor perceber porque 3 é que o futuro é um campo aberto para o talento de Célia Leiria.

                                                                                                                                                               Armando Carvalhêda

 

 

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