"Alvito 2026", é o novo trabalho de A. P. Braga, figura incontornável da música de intervenção e da resistência cultural portuguesa. O disco, editado pela TDF, reúne canções gravadas nas Courelas da Azaruja entre Outubro de 2024 e Novembro de 2025, num registo que privilegia a autenticidade: guitarra, voz e a entrega que sempre o caracterizou.

A. P. Braga, que desde os anos 60 participa ativamente em sessões de Canto Livre, movimentos estudantis e projetos culturais, regressa agora com um álbum que revisita temas tradicionais, poemas musicados e composições próprias. "Alvito 2026" sucede ao registo digital "Alvito 2020", desta vez com edição física e produção cuidada.

Segundo Alain Vachier, responsável pela edição e companheiro de longa data do músico, “o disco reflete a verdade do A.P. Braga, a guitarra na mão e a voz sentida. Haverá quem fale em ‘aperfeiçoamentos’, mas aqui a perfeição é a entrega. É assim que ele toca, é assim que ele canta e é assim que tinha de ser”.

O álbum conta com captação, misturas, masterização e arranjos de João Espanca Bacelar, grafismo de António Faria sobre desenho de Isaura Lobo. O alinhamento inclui temas populares portugueses, açorianos, italianos e andaluzes, além de poemas de Daniel Filipe, David Mourão-Ferreira, Leonel Neves e Mauel Alegre entre outros.

“Estas são cantigas que fiz ou aprendi a cantar e que resolvi juntar por não terem ainda sido gravadas ou por merecerem melhor registo”, afirma A. P. Braga. “Serei um privilegiado se conseguir proporcionar a quem as ouvir uns momentos de bem-estar e de reflexão sobre o mundo e o tempo em que vivemos.”

 

 

 

 

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A. P. Braga